Chamada Geral: em crise, Mocidade tenta “virar o jogo” em viagem por Pernambuco

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O Desfile de 2013 da Mocidade Independente.

A exceção do Império Serrano, que se encontra no segundo grupo, a Mocidade Independente de Padre Miguel é, das sete maiores escolas do Rio, aquela que se encontra em situação mais dramática nos últimos anos.

Fundada em 1955, chegou ao Grupo Especial em 1959 e de lá não saiu nunca mais. O primeiro título veio vinte anos depois, pelas mãos de Arlindo Rodrigues. O célebre carnavalesco deu com “O descobrimento do Brasil” a primeira estrela para Padre Miguel. No ano seguinte, surgia na escola aquele que seria seu maior nome: “Tropicália Maravilha” terminou em segundo lugar e Fernando Pinto saiu da escola. Sua história, porém, não acabava ali.

Em 1983, ele estava de volta. E foi dois anos depois que ele entrou para a história do Carnaval com seu primeiro grande desfile. A Mocidade, já nas mãos de Castor de Andrade, ainda não havia conquistado seu segundo título. O gênio Fernando viajou pelo espaço sideral em “Ziriguidum 2001, um Carnaval nas estrelas” e conquistou um título incontestável.

Mais dois anos e outro desfile que marcou de vez o nome de Fernando Pinto na história do Carnaval: com sua mente genial, ele imaginou como seria o Brasil se os índios estivessem por aqui até hoje, sem a interferência dos portugueses, em “Tupinicópolis” e garantiu a terceira estrela da escola – a última com ele, que faleceria em um acidente de carro ainda em 1987, quando saía da quadra da escola.

Os anos seguintes ainda foram muito bons para a escola, que conquistou mais três títulos em 1990, 1991 e 1996. “Vira, virou, a Mocidade chegou”, “Chuê, chuá, as águas vão rolar” e “Criador e criatura” foram os vencedores que entraram para a história ao lado do vice-campeão “Sonhar não custa nada… Ou quase nada” de 1992.

A partir de 1997, porém, a coisa começou a piorar pelos lados de Padre Miguel. Ano da morte de Castor de Andrade, ele foi o primeiro do jejum de títulos que perdura até hoje na Estrela Guia. Em 2001, terminou em sétimo lugar e ficou de fora do Grupo Especial pela primeira vez desde 1989.

A agremiação voltaria a desfilar no sábado seguinte ao Carnaval em 2002 e 2003, mas a partir de 2004, se acostumaria a brigar na parte inferior da tabela. Falando sobre o trânsito, ficou em oitavo. Sobre a culinária, em 2005, ficou em nono. Sobre a vida que pediu a Deus, em 2006, em décimo. No ano de 2007, com o enredo “O futuro no pretérito, a vida feita a mão”, foi a décima primeira entre 13 escolas. Considerando que as duas últimas caíram, a Mocidade foi a pior dentre as que permaneceram no grupo.

Em 2008, com um grande samba, ficou em oitavo, mas a coisa começou a piorar de novo em 2009. Falando sobre Machado de Assis e Guimarães Rosa, foi a décima primeira colocada novamente, agora entre 12 agremiações (e já no sistema onde apenas uma escola cai).

Uma leve melhora se viu em 2010, quando a escola ficou em sétimo lugar, perto do desfile das campeãs. Em 2011, com um confuso tema “A parábola dos divinos semeadores”, não contava com Portela, Grande Rio e União da Ilha na disputa por uma das seis vagas no Desfile das Campeãs, já que elas foram vitimadas pelo incêndio na Cidade do Samba e não foram julgadas.

Com nove escolas na briga, a Mocidade ficou entre as seis a maior parte do tempo, mas, na última nota, foi superada pela Imperatriz Leopoldinense e ficou em sétimo. Em 2012, com todo mundo na briga, terminou em nono em um desfile bem recebido sobre Portinari.

Ano passado, causou polêmica ao fazer um enredo sobre o Rock in Rio. Com um samba de gosto duvidoso, a escola fez mais um desfile desastroso e acabou novamente em décimo primeiro lugar. Como você verá nas linhas a seguir, a Estrela Guia parecia estar se reerguendo, mas, a menos de um mês dos desfiles, está atravessando a maior crise de sua história. Com muita de suas alegorias ainda na madeira, a verde-e-branco da Zona Oeste viu a renúncia de seu presidente Paulo Vianna inaugurar um período de muitas incertezas na escola. Ao contrário de agremiações como Mangueira e Portela, a saída de um Presidente não muito querido pela comunidade não se deu através de uma oposição bem articulada, mas sim praticamente no improviso.

Mais uma vez preocupada em afastar o risco de ser rebaixada, a Mocidade busca na sua história e em um grande samba a salvação em mais um ano para se esquecer.

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O enredo

Pernambuco é um Estado que já foi contado e cantado várias vezes no Carnaval. Algumas vezes com sambas antológicos, como “Pernambuco, Leão do Norte”, do Império Serrano, em 1969. Em 2014, ele volta ao palco maior do Carnaval Carioca, mas com uma abordagem completamente inédita e ousada do Carnavalesco Paulo Menezes, de volta à Mocidade.

“Pernambucópolis” exalta não só o Estado, como um de seus filhos que se consagraram na própria Mocidade: Fernando Pinto, que nasceu em terras pernambucanas. O leitor mais atento já percebeu que há uma clara referência à um desfile inesquecível de Fernando, o “Tupinicópolis”.

- Leia a sinopse

O enredo de 2014, porém, começa no “Ziriguidum” de 1985. Voltando do Espaço Sideral, Fernando Pinto volta à Padre Miguel para viajar por sua terra natal. Viagem esta que começa pelo folclore, os bailes e a folia em Pernambuco. Em seguida, são lembrados os bonecos de Olinda, a ciranda na areia da praia, a literatura de cordel, as mãos de Vitalino e as lendas de assombrações que acrescentam ainda mais cultura ao estado.

Com uma sinopse “assinada” por Fernando Pinto, o enredo terminará com uma explosão de alegria pelo espaço sideral.

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O samba

Depois da volta de Lucinha Nobre, uma das mais famosas porta-bandeiras do Carnaval Carioca, para a escola, foi a vez do primo de Lucinha fazer parte de sua escola do coração. Dudu Nobre, ao lado de Diego Nicolau, Jefinho Rodrigues, Marquinho Índio, Jorginho Medeiros e Gabriel Teixeira, retomou a auto-estima da escola com um dos mais belos sambas de 2014. Não bastando o “independente na identidade” presente no refrão principal, a escola abraçou a ideia – cada vez menos possível, pelo que se vê – de “virar o jogo”. Com a participação de Dudu Nobre no carro de som, a Mocidade tem como voz principal Bruno Ribas, que voltou à verde-e-branco após a saída de Luizinho Andanças, que se deu um dia antes da gravação do CD.

Enredo: “Pernambucópolis”
Compositores: Dudu Nobre, Diego Nicolau, Jefinho Rodrigues, Jorginho Medeiros, Gabriel Teixeira e Marquinho Índio
Intérprete: Bruno Ribas (Part. Especial: Dudu Nobre)

Eita saudade danada
Vim das estrelas com meu Ziriguidum
“Parece que estou sonhando”
Meus olhos reencontrando
Minha gente, meu lugar
E Vitalino ao som do baião
Tem batucada no meu São João
“Vixe Maria”, me dê proteção
Rodei ciranda com os pés na areia
Toquei viola sob a lua cheia

Chegue, venha cá forrozear
Zabumbei meu coração
Puxa o fole, sanfoneiro
“Arretado” é meu sertão

Ah, meu Pernambuco …
Sou mameluco, Leão do Norte sou
Um peregrino personagem de cordel
Levo comigo meu “Padim Padre Miguel”
Eu danço frevo até o dia clarear
No colorido do folclore vem brincar
Abre a sombrinha que o “Galo” madrugou
Também tem festa em Olinda, meu amor!
Vejam quanta alegria eu levar vou
Viver um sonho no espaço sideral
Da pioneira, ergo a bandeira
“Pernambucópolis”, meu carnaval!

Louco de paixão, sempre vou te amar
Luz da emoção no meu cantar
Independente na identidade
Com muito orgulho, “eu sou Mocidade”

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A Mocidade será a primeira escola a desfilar na segunda-feira de Carnaval. O desfile deve começar às 21h30.

Para ler os outros capítulos da série, clique aqui.

Conheça os jurados do Grupo Especial do Rio em 2014

A Liesa divulgou na noite desta quarta-feira (29), os 40 encarregados de julgarem os desfiles do Grupo Especial em 2014. Ainda não há um posicionamento oficial, mas acredita-se que, tal como acontece desde 2012, a menor nota de cada quesito seja destacada.
Recentemente, o Presidente da Liga, Jorge Castanheira, afirmou que afastou alguns jurados por terem outros compromissos profissionais, ou por não apresentarem desempenho satisfatório recentemente.
Ele ainda afirmou ter feito o que chamou de “intercâmbio”, trazendo alguns dos jurados da Série A em 2013, para o Grupo Especial.
O sorteio dos módulos, que é a posição onde cada jurado ficará na Avenida, ainda não aconteceu.

Confira os jurados

Enredo

- André Luis da Silva Junior
- Johnny Soares
- Mariza Maline
- Pérsyo Gomyde Brasil

Conjunto

- Edileuza Batista de Aleluia
- João Vlamir
- Ricardo Rizzo
- Sulamita Trzcina

Alegorias de Adereços

- Bruno Chateaubriand
- Emil Ferreira
- Helenise Guimarães
- Walber Ângelo de Freitas

Comissão de Frente

- Fabiana Valor
- Marcus Nery Magalhães
- Paulo Cesar Morato
- Rafael David

Samba-Enredo

- Alexandre Wanderley
- Alice Serrano
- Maria Amélia Martins
- Marta Macedo

Harmonia

- Célia Souto
- Monique Aragão
- Sidnei Martins Dantas
- Mirian Orofino Gomes

Evolução

- Carlos Pousa
- Paola Novaes
- Bete Lisboa
- Sônia Gallo

Bateria

- Cláudio Luiz Matheus
- Leandro Osiris
- Maestro Sergio Naidin
- Xande Figueiredo

Fantasias

- Cílvia Cohen
- Lúcia Simas
- Paulo Paradela
- Patrícias Nunes

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

- Aurea Hammerli
- Beatriz Badejo
- Ilclemar Nunes
- Tito Canha

Confira o calendário dos ensaios técnicos na Marquês de Sapucaí

Liesa e Lierj divulgaram ontem o calendário oficial dos ensaios técnicos na Marquês de Sapucaí, que terão início no dia 19 de janeiro com Cubango, Unidos de Padre Miguel e Caprichosos de Pilares. O último ensaio será da campeã de 2013, Unidos de Vila Isabel, no dia 23 de fevereiro, uma semana antes dos desfiles, mesmo dia do teste de som e luz.

Das 29 escolas filiadas às duas entidades, apenas 23 poderão ensaiar. Seis escolas da Série A – as cinco piores colocadas que se mantiveram no Grupo em 2013 (leia-se Curicica, Tuiuti, Alegria, União de Jacarepaguá e Tradição), além da Em Cima da Hora, campeã do Grupo B – não passarão pela Sapucaí antes do dia do desfile, devido à falta de espaço no calendário.

De 19 de janeiro a primeiro de fevereiro, ensaiarão 11 escolas da Série A – as dez melhores que não subiram no ano passado (Viradouro, Império Serrano, Estácio de Sá, Rocinha, Caprichosos, Unidos de Padre Miguel, Renascer, Porto da Pedra, Santa Cruz e Cubango) mais a Inocentes, rebaixada do Grupo Especial. De 2 a 23 de fevereiro, ensaiarão as 12 escolas do Grupo Especial (Vila Isabel, Beija-Flor, Unidos da Tijuca, Imperatriz, Salgueiro, Grande Rio, Portela, Mangueira, União da Ilha, São Clemente, Mocidade e Império da Tijuca). Cada escola ensaiará apenas uma vez.

Os ensaios acontecerão aos sábados e domingos com duas ou três escolas por dia na Marquês de Sapucaí. Cada escola terá uma hora para ensaiar e os horários são 20h30min e 22h. No dia em que três escolas ensaiarem, a primeira pisará no Sambódromo às 19h30min.

Confira o calendário completo. Entre parenteses, o Grupo da Escola. “E”, de Especial, e “A”, de Série A.

19/1/2014, 19h30min: Acadêmicos do Cubango (A)

19/1/2014, 20h30min: Unidos de Padre Miguel (A)

19/1/2014, 22h: Caprichosos de Pilares (A)

25/1/2014, 19h30min: Unidos do Porto da Pedra (A)

25/1/2014, 20h30min: Acadêmicos de Santa Cruz (A)

25/1/2014, 22h: Renascer de Jacarepaguá (A)

26/1/2014, 19h30min: Acadêmicos da Rocinha (A)

26/1/2014, 20h30min: Estácio de Sá (A)

26/1/2014, 22h: Império Serrano (A)

1/2/2014, 20h30min: Unidos do Viradouro (A)

1/2/2014, 22h: Inocentes de Belford Roxo (A)

2/2/2014, 19h30min: Mocidade Independente de Padre Miguel (E)

2/2/2014, 20h30min: União da Ilha do Governador (E)

2/2/2014, 22h: Estação Primeira de Mangueira (E)

8/2/2014, 20h30min: Império da Tijuca (E)

8/2/2014, 22h: São Clemente (E)

9/2/2014, 20h30min: Acadêmicos do Grande Rio (E)

9/2/2014, 22h: Acadêmicos do Salgueiro (E)

15/2/2014, 20h30min: Portela (E)

15/2/2014, 22h: Imperatriz Leopoldinense (E)

16/2/2014, 20h30min: Beija-Flor de Nilópolis (E)

16/2/2014, 22h: Unidos da Tijuca (E)

23/2/2014, 22h: teste de som e luz, Unidos de Vila Isabel (E)

No Dia Nacional do Samba, Liesa lança o CD do Grupo Especial

Hoje, 2 de dezembro, é o Dia Nacional do Samba. A data foi oficializada há algum tempo e, para comemorar, a Liesa lança oficialmente hoje na Cidade do Samba, o CD do Grupo Especial.

- Ouça os sambas

Como acontece todos os anos, o evento reunirá intérpretes, compositores, presidentes, carnavalescos, diretores para apresentar o disco, lançado na última terça-feira. Cada escola se apresentará ao vivo na festa, com duas passadas de seu samba na voz de seus intérpretes oficiais. A ordem de apresentação será de acordo com a classificação de 2013 (e consequentemente das faixas do CD), mas da pior para a melhor. Assim, se apresentarão: Império da Tijuca, Mocidade, São Clemente, União da Ilha, Mangueira, Portela, Grande Rio, Salgueiro, Imperatriz, Unidos da Tijuca, Beija-Flor e a campeã de 2013, Unidos de Vila Isabel.

O início do evento está marcado para as 21h.

Ouça todas as faixas completas do CD oficial do Grupo Especial do Rio de Janeiro

A Liesa lançou na última terça-feira (26) o CD oficial com os 12 sambas das escolas do Grupo Especial do Rio de Janeiro. O álbum traz como novidade uma introdução onde os carnavalescos explicam os enredos das escolas e foi resenhado pelo blog.

Agora, o blog traz os áudios completos das 12 faixas do CD. Entretanto, lá vai o recado: compre o CD original. É bom para as escolas, é bom para o Carnaval e ajuda a manter o alto nível de produção do disco oficial do Grupo Especial. O álbum pode ser encontrado com facilidade nas principais lojas do país.

Aí vão os sambas.

01 – GRES Unidos de Vila Isabel

Enredo: “Retratos de um país plural”
Compositores: Evandro Bocão, Arlindo Cruz, André Diniz, Professor Wladmir e Arthur das Ferragens
Intérprete: Gilsinho

Brasil minha terra adorada
Moldada pelo criador
Mistura de cada semente
Nasceu realmente quando aportou
Mãe África a luz do teu solo
No espelho perfeito do mar
Cultura se deita em teu colo
Gigante-mestiço se fez despertar
A brasilidade aflora no sertão
Ser tão exuberante na raiz
De um rosto caboclo, cafuzo ou mulato
Retratos do meu país

Tem no baile o arrasta-pé
Quando a chuva molha o chão
Mandacaru em flor
Com as lágrimas do céu e o povo em oração
O branco verdejou

Doce canto do uirapuru
Choram seringueiras, cobiça ameaça,
Floresta entrelaça pela salvação
O grito da preservação
Cerrado manto de capim dourado
Que vença a chama dos ancestrais
No barco pantaneiro
Divino som dos rituais
Com o Negrinho do Pastoreiro
Protegendo campos e pinheirais
Unidos, guardiões da vida
De corpo e alma, nós somos a Vila

O coração vem na marcação
E o sangue azul tá na veia com certeza
O samba é a minha natureza, é bom lembrar
Tem que respeitar

02 – GRES Beija-Flor

Enredo: “O astro iluminado da comunicação brasileira”
Compositores: Sidney de Pilares, JR Beija-Flor, Júnior Trindade, Zé Carlos, Adílson Brandão e Diogo Rosa
Intérprete: Neguinho da Beija-Flor

No ar, a mensagem de um Beija-Flor
Sonhar, o sonho de um sonhador
E viajar no tempo, no som um sentimento
Ir mais além, tocar o céu
Erguer a Torre de Babel
Escrever seu nome num papel
Eu e você, em sintonia seja onde for
No infinito ao teu sinal eu vou
Leva desejo divino, divino desejo me leva…
A encontrar a arte no seu olhar

A Deusa do samba na Passarela
A marca do carnaval… É ela
Um lado a comunicar, o outro comunicou
Tá na mídia a Beija-Flor

Quando a emoção chegar, a saudade vai bater
Juntos na mesma frequência
Um show de audiência, vamos reviver
Espelho refletindo cada um de nós
Por isso solte a sua voz, hoje o artista é você

Clareou… E a gente vai se ver de novo
Clareou… De azul e branco nos braços do povo

Boni tu és o astro da televisão
Fiz, da sua vida minha inspiração
Vem, a festa é sua, a festa é nossa de quem quiser
Mostra que “babado é esse” de samba no pé

03 – GRES Unidos da Tijuca

Enredo: “Acelera, Tijuca!”
Compositores: Gustavinho Oliveira, Fadico, Caio Alves e Rafael dos Santos
Intérprete: Tinga

Vai começar
Libere a pista para a emoção
Foi dada a partida, prepare o seu coração
Tijuca, a hora chegou
Quem será o vencedor?
Dos animais, agilidade
A inspirar velocidade
Impressionante a ousadia
A internet ultrapassou a energia
A equipe anunciou, no pit stop o piloto parou

E lá vão eles na pura cadência do samba
Numa corrida maluca repleta de bambas
Tentando trapacear, deu mole, rodou na pista
Ficou pra trás o vigarista

Rompendo barreiras, superam limites
Atletas buscando o primeiro lugar
Quando de repente pisando no breque
Vi no calhambeque alguém acenar
Na última volta do meu carnaval
Desponta um gênio talento imortal
Trazendo nas mãos a bandeira do nosso país
Na reta, a consagração
O tema a emocionar
Lá vem o campeão
Voando baixo pra vitória alcançar

Acelera Tijuca, eu vou com você
Nosso lema é vencer
Guiando o futuro que um sonho construiu
Ayrton Senna do Brasil

04 – GRES Imperatriz Leopoldinense

Enredo: “Arthur X — O Reino do Galinho de Ouro na Corte da Imperatriz”
Compositores: Elymar Santos, Guga, Tião Pinheiro, Gil Branco e Me Leva
Intérprete: Wander Pires

O dia chegou!
Em meus olhos, a felicidade.
Te fiz poesia, pra matar a saudade…
Imperatriz vai me levar
A um reino encantado,
Um menino a sonhar…
Cresceu driblando o destino,
Venceu as barreiras da vida…
Fardado nas cores da nação,
Armado de raça e paixão,
Nos pés, o poder!
Vencer, vencer, vencer!

“Oô”, o povo cantava…
Domingo, um show no gramado!
Com seus cavaleiros, Arthur se tornava
O “Rei do Templo Sagrado”!

Caminhando mundo afora…
O seu passaporte, a bola!
Da Europa ao Oriente,
Grande “Deus do Sol Nascente”,
Outros reinos conquistou…
À sua pátria amada, então, voltou.
Hoje, mais do que nunca é o seu dia,
Vamos brindar com alegria,
Trazer de volta a emoção.
Com toda humildade, vem ser coroado,
Vestir o meu manto verde, branco e dourado!
Quem dera te ver por mais um minuto,
Na arquibancada, todo mundo canta junto:

Da-lhe, Da-lhe, Da-lhe Ô
O show começou!
Da-lhe, Da-lhe, Da-lhe Ô
Um canto de amor!
Imperatriz me faz reviver…
Zico faz mais um pra gente ver!

05 – GRES Acadêmicos do Salgueiro

Enredo: “Gaia — a vida em nossas mãos”
Compositores: Dudu Botelho, Xande de Pilares, Miudinho, Rodrigo Raposo, Betinho de Pilares e Jassa
Intérpretes: Quinho, Serginho do Porto e Leonardo Bessa

Salgueiro na sutileza dos teus versos
Todo o encanto do universo
E a divina criação mistérios da imensidão
Gaia… terra viva… a riqueza
Gira o mundo meu cenário
Relicário de beleza
Templo sagrado de Olorum
Salve a grandeza de Oxalá
Guardiões da natureza
É a magia dos orixás

Oxum, Iemanjá, Iansã, Oxóssi, Caçador
Ossain, Ogum, caô meu pai, Xangô

Nas águas a felicidade… vermelho e branco é axé
Pra dar um banho de amor na humanidade
Purificando o coração de quem tem fé
Na chama da esperança
O fogo pode transformar
Clareia pra ver nascer um novo dia
Bendito ar que se respira… e o vento a soprar
E no avanço dessa tecnologia
Ecoa a voz da
academia

É uma questão de querer aprender a cuidar
E saber preservar

Meu samba vai tocar seu coração
É um alerta ao mundo inteiro
“A vida em nossas mãos”
Buscando a solução… canta meu Salgueiro
O bem que a gente planta
Floresce nesse chão… canta Salgueiro

06 – GRES Acadêmicos do Grande Rio

Enredo: “Verdes olhos sobre o mar no caminho: Maricá”
Compositores: Deré, Robson Moratelli, Rafael Ribeiro, Hugo e Tony Vietnã
Intérprete: Emerson Dias

O mar quando quebra na areia
Desliza na beira da praia
Ao som do piano, poesia no papel
Maysa compondo, estrela no céu
Vem ver que foi o índio quem admirou
A imensidão da beleza local
Primeiro habitante, inocente brincou

Nas ondas brancas do seu litoral
Joga a rede pescador, quero ver multiplicar
Joga a rede pescador, o milagre vem de lá
Do amparo à devoção, minha fé se revigora
Na proteção de Nossa Senhora

O meu lugar, seu nome da terra brotou… Maricá
Do naturalista surge um novo olhar
A claridade, a negra visão
A fauna e flora… A evolução
Nos trilhos do progresso um novo ideal
À riqueza do meu chão… Uma doce canção
O sol que bronzeia a morena
Revela em seus olhos o brilho do mar
Deixei o vento me levar
No meu barquinho pelo mundo a navegar

Vou daqui, vou pra lá, vou sambando com você
Grande Rio vai passar… O couro vai comer!
Eu sou feliz em Maricá, sou emoção
Canta meu povo, bate forte coração!

07 – GRES Portela

Enredo: “Um Rio de mar à mar: do Valongo à Glória de São Sebastião”
Compositores: Luiz Carlos Máximo, Toninho Nascimento, Waguinho, Edson Alves e J. Amaral
Intérpretes: Wantuir, Rogerinho, Richahs e Cremilson

O canto do cais do Valongo ôôôôôôô
Que veio de Angola, Benin e do Congo
Tem semba, capoeira e oração
O Rio sai da roda de jongo e vai desaguar
Na glória de São Sebastião

Oi, bota abaixo, sinhô
Oi, bota abaixo, sinhá
Lá vem o Rio de terno de linho
E chapéu panamá

A correnteza
De um Rio Branco é que traz
A arte do canto e a dança
De todos os sons musicais
O teatro da vida não sai de cartaz
A ilusão é uma atriz
Se exibindo na praça linda e feliz
Eu vou
Da Revolta da Chibata
Ao sonho que faz passeata
Seguindo a canção triunfal

Nesse Rio que vem e que vai
Traço o meu destino
E viro menino pra brincar de carnaval

Sou carioca, meu jeito é de quem
Vem com o sorriso do samba que a gente tem
Meu peito é um porto aberto
Pra te receber meu bem

Vou de mar a mar, mareia
Vou de mar a mar, mareia, mareou
Iluminai o tambor do meu terreiro
Ó santo padroeiro
O axé da Portela chegou!

08 – GRES Estação Primeira de Mangueira

Enredo: “A festança brasileira cai no samba da Mangueira”
Compositores: Lequinho, Junior Fionda, Igor Leal e Paulinho Carvalho
Intérprete: Luizito

Vem ouvir a voz do povo a cantar
Ao longe todo mundo me conhece
O meu samba é uma prece
Desço o morro pra mostrar
A festa Mangueira, começou
Conta a história que Cabral
Chegou de Portugal e o índio então dançou
De norte a sul a alegria se espalhava
Vila Rica se enfeitava, pro congado coroar
ÔÔÔ… lá em São Salvador
Vou lavar a escadaria na fé do nosso senhor
Faço um pedido a rainha Iemanjá
Ilumine a passarela pra minha escola passar

Pegue seu par, dance quadrilha
Simbora pro meu sertão
Vem pular fogueira viva São João!!!
Com sanfona e zabumba
Tem forró a noite inteira
No arraiá da Estação Primeira

Sou brasileiro, vou festejar
Meu palco é a rua e a luz o luar
No coração da floresta magia que encanta
“Garanto” que vai “caprichar”
Chegando a terra da garoa um arco-íris despertou
Orgulho, respeito, igualdade
Tremula a bandeira da diversidade
Um novo tempo nascerá, explode em cores pelo ar
É carnaval estou aqui de novo lá vem meu povo a desfilar
Na “super campeã” da maior festa da cultura popular

Oba, oba, eu quero ver quem vai
Cair na folia sambar com a Mangueira
É bom se segurar, levanta poeira
É verde e rosa a festança brasileira

09 – GRES União da Ilha do Governador

Enredo: “É brinquedo, é brincadeira; a Ilha vai levantar poeira”
Compositores: Gabriel Fraga, Paulo George, Régis, Carlinhos Fuzil, Canindé e Flávio Pires
Intérprete: Ito Melodia

Levanta a poeira,
Vem nessa brincadeira que eu quero ver
Nesse baú da memória,
São tantas histórias… É só escolher
Desperta, encanta sua alma de infância
Sem forma nem cor fabrica esperança
Na vitrine vejo o meu olhar no seu olhar
Perder ou ganhar, ganhar ou perder
Se conectar, jogar e aprender
Um super-herói pode ser você

Vem no reino da ilusão, me dê a sua mão
E pegue na estante, um livro fascinante
Personagens da imaginação (é tão bom, é tão bom)

Brinque com o que a vida lhe dá
O barro vira ouro no chão
Vem reciclar a saudade, de ioiô nas mãos de iaiá
Nas travessuras ao léu, por esse imenso país
Vai colorindo o céu em um bailado feliz
Meu carnaval é o quintal do amanhã
Tá na hora, vamos simbora
Amar é dar proteção ao maior tesouro da nação!

Hoje a ilha vem brincar.. Amor!
Vem sorrindo cirandar que eu vou
Dar meia volta, volta e meia no seu coração
Ser criança não é brinquedo não!

10 – GRES São Clemente

Enredo: “Favela”
Compositores: Ricardo Góes, Serginho Machado, Grey, Anderson, FM e Flavinho Segal
Intérprete: Igor Sorriso

Em busca da felicidade
Trago a esperança no olhar
Sou bisneto de imigrantes
À miscigenação eu vou brindar
Sem régua, sem esquadro
Arquiteto da ilusão
Com muita luta construí o nosso chão…
Pobre… Mas rico de emoção
Livre… Mas preso na paixão
Favela… Te emoldurei em aquarela
Linda nesta Passarela

A força da fé… Sou eu
Se o bem vence o mal… Valeu
O amanhã, vou conquistar
É preciso acreditar

Gangorra da vida
De que lado está?
A fome de amor faz meu sonho sonhar
Na minha lida desço o morro pra vencer
Quero justiça pra poder viver
Devemos dar as mãos e juntos caminhar
Minha favela coisa mais bela não há

É nas vielas que nasce o mais puro samba
Se tem batucada nos guetos tem bamba
É o coração quem manda…

Eu quero mais é ser feliz
A minha estrela vai brilhar
Oh! São Clemente, eternamente
Vou te amar…

11 – GRES Mocidade Independente de Padre Miguel

Enredo: “Pernambucópolis”
Compositores: Dudu Nobre, Diego Nicolau, Jefinho Rodrigues, Jorginho Medeiros, Gabriel Teixeira e Marquinho Índio
Intérprete: Bruno Ribas (Part. Especial: Dudu Nobre)

Eita saudade danada
Vim das estrelas com meu Ziriguidum
“Parece que estou sonhando”
Meus olhos reencontrando
Minha gente, meu lugar
E Vitalino ao som do baião
Tem batucada no meu São João
“Vixe Maria”, me dê proteção
Rodei ciranda com os pés na areia
Toquei viola sob a lua cheia

Chegue, venha cá forrozear
Zabumbei meu coração
Puxa o fole, sanfoneiro
“Arretado” é meu sertão

Ah, meu Pernambuco …
Sou mameluco, Leão do Norte sou
Um peregrino personagem de cordel
Levo comigo meu “Padim Padre Miguel”
Eu danço frevo até o dia clarear
No colorido do folclore vem brincar
Abre a sombrinha que o “Galo” madrugou
Também tem festa em Olinda, meu amor!
Vejam quanta alegria eu levar vou
Viver um sonho no espaço sideral
Da pioneira, ergo a bandeira
“Pernambucópolis”, meu carnaval!

Louco de paixão, sempre vou te amar
Luz da emoção no meu cantar
Independente na identidade
Com muito orgulho, “eu sou Mocidade”

12 – GRESE Império da Tijuca

Enredo: “Batuk”
Compositores: Márcio André, Vaguinho, Rono Maia, Alexandre Alegria, Karine Santos e Tatá
Intérprete: Pixulé

Vai tremer o chão vai tremer
É nó na madeira, segura que eu quero ver
Coisa de pele batuk ancestral
Lá vem a Sinfonia Imperial

Bateu mais forte o coração
Tocou, senti a vibração
Da África, ressoou
A batucada que se espalha nesse chão
Lua clareia na aldeia, celebração
É dom de comunicação
Em cada cultura entoa rituais
Cura em devoção, magia dos sinais
É festa é kizomba, no toque pra Zumbi
Firma o ponto na gira não deixa cair

Na ginga do corpo
Na batida do pé, axé, axé!
Eleva a alma, o canto e a dança
Unindo as raças na fé e na esperança

Ecoou
O som divino do folclore popular
Batam palmas o cortejo vai passar
É o “fervo” que desce a ladeira
O batuque levanta poeira… capoeira
Dita moda, faz inclusão
Recria uma nação… guerreira
Batuqueiro, arrasta multidões
Nos blocos e cordões
Do Jongo aos salões
Conquistou a nobreza, fez sua realeza
O primeiro Império da corte do samba
Meu Império celeiro de bambas

Liesa lança CD do Grupo Especial com novidade que desagrada o mundo do samba

A Liesa lançou na última terça-feira (26), o CD oficial dos sambas-enredo das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Mais uma vez produzido pela Universal Music, o projeto, comandando por nomes como o Carnavalesco Laíla e o ex-jurado Mário Jorge Bruno, o disco conta com os hinos das 12 grandes escolas cariocas.

Assim como é feito todos os anos desde 2010, as faixas tiveram duas etapas de gravação: uma foi a tradicional feita em estúdio, com os vozes dos intérpretes e os instrumentos. A outra, foi a captação do coro das comunidades, realizada na Cidade do Samba. Cada escola levou mais de 100 componentes para fazer a gravação.

Neste ano, pôde-se notar uma preocupação em deixar as faixas “com cara de Sapucaí”. O volume do coro subiu um pouco, bem como o dos instrumentos, dando menos destaque para as vozes dos intérpretes.

O atrativo principal do CD, como sempre, são os próprios sambas. Considerada como uma das melhores dos últimos anos, a safra 2014 traz como destaques os hinos de Imperatriz, Salgueiro, Portela e Mocidade, enquanto Mangueira, União da Ilha e o Império da Tijuca, de volta ao Grupo Especial após 17 anos, também são apontados como detentores dos grandes sambas do ano. Falando no Império da Tijuca, digna de nota a estreia do intérprete Pixulé no Grupo Especial.

Outros cantores como Wander Pires, Wantuir, Luizito, Ito Melodia e Igor Sorriso também se destacaram no CD, bem como o trio de intérpretes do Salgueiro, formado por Quinho, Serginho do Porto e Leonardo Bessa. Neste ano, houve um maior número de participações especiais: pelo segundo ano seguido, Xande de Pilares auxilia o trio salgueirense – vale lembrar que Xande é um dos autores do samba. Na faixa da Imperatriz, o alusivo foi cantado pelo cantor Elymar Santos, que também está no time de compositores dos sambas de 2014. Por fim, Dudu Nobre, outro que assina o samba, cantou junto com Bruno Ribas no samba da Mocidade.

O disco deste ano traz uma novidade que não foi muito bem recebida pelo mundo do samba: antes do início de cada samba, os carnavalescos das escolas fazem uma explicação do enredo, que, na média, dura 30 segundos. Nas redes sociais, muitos criticaram a novidade, visto que destoa daquilo que se costuma ouvir em um CD desse tipo.

Uma curiosidade é que, na faixa da Vila Isabel, quem explica o enredo é Cid Carvalho, que pediu demissão da escola semanas depois da gravação. A Liesa lança no próximo dia 6 um DVD com os clipes das gravações, além de making-offs e, é claro, as explicações dos carnavalescos.

Foto: Divulgação

Confira as faixas do CD.

 

01. Unidos de Vila Isabel: “Retratos de um país plural”

Compositores: André Diniz, Arlindo Cruz, Evandro Bocão, Professor Wladmir e Arthur das Ferragens. Intérprete: Gilsinho

 

02. Beija-Flor de Nilópolis: “O astro iluminado da comunicação brasileira”

Compositores: Sidney de Pilares, JR Beija-Flor, Júnior Trindade, Zé Carlos, Adílson Brandão e Diogo Rosa. Intérprete: Neguinho da Beija-Flor

 

03. Unidos da Tijuca: “Acelera, Tijuca!”

Compositores: Gustavinho Oliveira, Fadico, Caio Alves e Rafael dos Santos. Intérprete: Tinga

 

04. Imperatriz Leopoldinense: “Arthur X – O Reino do Galinho de Ouro na Corte da Imperatriz”

Compositores: Elymar Santos, Guga, Tião Pinheiro, Gil Branco e Me Leva. Intérprete: Wander Pires (Part. Especial: Elymar Santos)

 

05. Acadêmicos do Salgueiro: “Gaia – a vida em nossas mãos”

Compositores: Dudu Botelho, Xande Pilares, Betinho de Pilares, Rodrigo Raposo, Jassa e Miudinho. Intérpretes: Quinho, Serginho do Porto e Leonardo Bessa (Part. Especial: Xande de Pilares)

 

06. Acadêmicos do Grande Rio: “Verdes olhos sobre o mar no caminho: Maricá”

Compositores: Deré, Robson Moratelli, Rafael Ribeiro, Hugo e Toni Vietnã. Intérprete: Emerson Dias

 

07. Portela: “Um Rio de mar à mar: do Valongo à Glória de São Sebastião”

Compositores: Luiz Carlos Máximo, Toninho Nascimento, Waguinho, Edson Alves e J. Amaral. Intérprete: Wantuir

 

08. Estação Primeira de Mangueira: “A festança brasileira cai no samba da Mangueira”

Compositores: Junior Fionda, Lequinho, Igor Leal e Paulinho Carvalho. Intérprete: Luizito

 

09. União da Ilha do Governador: “É brinquedo, é brincadeira; a Ilha vai levantar poeira!”

Compositores: Gabriel Fraga, Régis, Paulo George, Carlinhos Fuzileiro, Canindé e Flávio Pires. Intérprete: Ito Melodia

 

10. São Clemente: “Favela”

Compositores: Flavinho Segal, Ricardo Góes, Serginho Machado, Anderson, Grey e FM. Intérprete: Igor Sorriso

 

11. Mocidade Independente de Padre Miguel: “Pernambucópolis”

Compositores: Dudu Nobre, Diego Nicolau, Jefinho Rodrigues, Jorginho Medeiros, Marquinho Índio e Gabriel Teixeira. Intérprete: Bruno Ribas (Part. Especial: Dudu Nobre)

 

12. Império da Tijuca: “Batuk”

Compositores: Márcio André, Vaguinho, Tatá, Karine Santos, Rono Maia e Alexandre Alegria. Intérprete: Pixulé

Ouça a demo do CD oficial do Grupo Especial do Rio para o Carnaval 2014

A Liesa divulgou na tarde desta terça-feira a versão demo das 12 faixas que vão compor o CD oficial do Grupo Especial do Rio de Janeiro no Carnaval 2014, que será lançado no próximo dia 26. O DVD com os clipes dos sambas chegará às lojas no dia 6 de dezembro.

Cada faixa tem aproximadamente três minutos e meio, o que dá uma passada inteira do samba, mais um trecho da primeira parte na segunda passada. A versão final tem duas passadas inteiras.

Confira as gravações, já nas vozes dos intérpretes das escolas.

Unidos de Vila Isabel

Enredo: “Retratos de um país plural”
Compositores: Evandro Bocão, Arlindo Cruz, André Diniz, Professor Wladmir e Arthur das Ferragens
Intérprete: Gilsinho

Brasil minha terra adorada
Moldada pelo criador
Mistura de cada semente
Nasceu realmente quando aportou
Mãe África a luz do teu solo
No espelho perfeito do mar
Cultura se deita em teu colo
Gigante-mestiço se fez despertar
A brasilidade aflora no sertão
Ser tão exuberante na raiz
De um rosto caboclo, cafuzo ou mulato
Retratos do meu país

Tem no baile o arrasta-pé
Quando a chuva molha o chão
Mandacaru em flor
Com as lágrimas do céu e o povo em oração
O branco verdejou

Doce canto do uirapuru
Choram seringueiras, cobiça ameaça,
Floresta entrelaça pela salvação
O grito da preservação
Cerrado manto de capim dourado
Que vença a chama dos ancestrais
No barco pantaneiro
Divino som dos rituais
Com o Negrinho do Pastoreiro
Protegendo campos e pinheirais
Unidos, guardiões da vida
De corpo e alma, nós somos a Vila

O coração vem na marcação
E o sangue azul tá na veia com certeza
O samba é a minha natureza, é bom lembrar
Tem que respeitar

Beija-Flor de Nilópolis


Enredo: “O astro iluminado da comunicação brasileira”
Compositores: Sidney de Pilares, JR Beija-Flor, Júnior Trindade, Zé Carlos, Adílson Brandão e Diogo Rosa
Intérprete: Neguinho da Beija-Flor

No ar, a mensagem de um Beija-Flor
Sonhar, o sonho de um sonhador
E viajar no tempo, no som um sentimento
Ir mais além, tocar o céu
Erguer a Torre de Babel
Escrever seu nome num papel
Eu e você, em sintonia seja onde for
No infinito ao teu sinal eu vou
Leva desejo divino, divino desejo me leva…
A encontrar a arte no seu olhar

A Deusa do samba na Passarela
A marca do carnaval… É ela
Um lado a comunicar, o outro comunicou
Tá na mídia a Beija-Flor

Quando a emoção chegar, a saudade vai bater
Juntos na mesma frequência
Um show de audiência, vamos reviver
Espelho refletindo cada um de nós
Por isso solte a sua voz, hoje o artista é você

Clareou… E a gente vai se ver de novo
Clareou… De azul e branco nos braços do povo

Boni tu és o astro da televisão
Fiz, da sua vida minha inspiração
Vem, a festa é sua, a festa é nossa de quem quiser
Mostra que ”babado é esse” de samba no pé

Unidos da Tijuca

Enredo: “Acelera, Tijuca!”
Compositores: Gustavinho Oliveira, Fadico, Caio Alves e Rafael dos Santos
Intérprete: Tinga

Vai começar
Libere a pista para a emoção
Foi dada a partida, prepare o seu coração
Tijuca, a hora chegou
Quem será o vencedor?
Dos animais, agilidade
A inspirar velocidade
Impressionante a ousadia
A internet ultrapassou a energia
A equipe anunciou, no pit stop o piloto parou

E lá vão eles na pura cadência do samba
Numa corrida maluca repleta de bambas
Tentando trapacear, deu mole, rodou na pista
Ficou pra trás o vigarista

Rompendo barreiras, superam limites
Atletas buscando o primeiro lugar
Quando de repente pisando no breque
Vi no calhambeque alguém acenar
Na última volta do meu carnaval
Desponta um gênio talento imortal
Trazendo nas mãos a bandeira do nosso país
Na reta, a consagração
O tema a emocionar
Lá vem o campeão
Voando baixo pra vitória alcançar

Acelera Tijuca, eu vou com você
Nosso lema é vencer
Guiando o futuro que um sonho construiu
Ayrton Senna do Brasil

Imperatriz Leopoldinense

Enredo: “Arthur X – O Reino do Galinho de Ouro na Corte da Imperatriz”
Compositores: Elymar Santos, Guga, Tião Pinheiro, Gil Branco e Me Leva
Intérprete: Wander Pires

O dia chegou!
Em meus olhos, a felicidade.
Te fiz poesia, pra matar a saudade…
Imperatriz vai me levar
A um reino encantado,
Um menino a sonhar…
Cresceu driblando o destino,
Venceu as barreiras da vida…
Fardado nas cores da nação,
Armado de raça e paixão,
Nos pés, o poder!
Vencer, vencer, vencer!

“Oô”, o povo cantava…
Domingo, um show no gramado!
Com seus cavaleiros, Arthur se tornava
O “Rei do Templo Sagrado”!

Caminhando mundo afora…
O seu passaporte, a bola!
Da Europa ao Oriente,
Grande “Deus do Sol Nascente”,
Outros reinos conquistou…
À sua pátria amada, então, voltou.
Hoje, mais do que nunca é o seu dia,
Vamos brindar com alegria,
Trazer de volta a emoção.
Com toda humildade, vem ser coroado,
Vestir o meu manto verde, branco e dourado!
Quem dera te ver por mais um minuto,
Na arquibancada, todo mundo canta junto:

Da-lhe, Da-lhe, Da-lhe Ô
O show começou!
Da-lhe, Da-lhe, Da-lhe Ô
Um canto de amor!
Imperatriz me faz reviver…
Zico faz mais um pra gente ver!

Acadêmicos do Salgueiro

Enredo: “Gaia – a vida em nossas mãos”
Compositores: Dudu Botelho, Xande de Pilares, Miudinho, Rodrigo Raposo, Betinho de Pilares e Jassa
Intérpretes: Quinho, Serginho do Porto e Leonardo Bessa

Salgueiro na sutileza dos teus versos
Todo o encanto do universo
E a divina criação mistérios da imensidão
Gaia… terra viva… a riqueza
Gira o mundo meu cenário
Relicário de beleza
Templo sagrado de Olorum
Salve a grandeza de Oxalá
Guardiões da natureza
É a magia dos orixás

Oxum, Iemanjá, Iansã, Oxóssi, Caçador
Ossain, Ogum, caô meu pai, Xangô

Nas águas a felicidade… vermelho e branco é axé
Pra dar um banho de amor na humanidade
Purificando o coração de quem tem fé
Na chama da esperança
O fogo pode transformar
Clareia pra ver nascer um novo dia
Bendito ar que se respira… e o vento a soprar
E no avanço dessa tecnologia
Ecoa a voz da
academia

É uma questão de querer aprender a cuidar
E saber preservar

Meu samba vai tocar seu coração
É um alerta ao mundo inteiro
“A vida em nossas mãos”
Buscando a solução… canta meu Salgueiro
O bem que a gente planta
Floresce nesse chão… canta Salgueiro

Acadêmicos do Grande Rio

Enredo: “Verdes olhos sobre o mar no caminho: Maricá”
Compositores: Deré, Robson Moratelli, Rafael Ribeiro, Hugo e Tony Vietnã
Intérprete: Emerson Dias

O mar quando quebra na areia
Desliza na beira da praia
Ao som do piano, poesia no papel
Maysa compondo, estrela no céu
Vem ver que foi o índio quem admirou
A imensidão da beleza local
Primeiro habitante, inocente brincou

Nas ondas brancas do seu litoral
Joga a rede pescador, quero ver multiplicar
Joga a rede pescador, o milagre vem de lá
Do amparo à devoção, minha fé se revigora
Na proteção de Nossa Senhora

O meu lugar, seu nome da terra brotou… Maricá
Do naturalista surge um novo olhar
A claridade, a negra visão
A fauna e flora… A evolução
Nos trilhos do progresso um novo ideal
À riqueza do meu chão… Uma doce canção
O sol que bronzeia a morena
Revela em seus olhos o brilho do mar
Deixei o vento me levar
No meu barquinho pelo mundo a navegar

Vou daqui, vou pra lá, vou sambando com você
Grande Rio vai passar… O couro vai comer!
Eu sou feliz em Maricá, sou emoção
Canta meu povo, bate forte coracão!

Portela


Enredo: “Um Rio de mar à mar: do Valongo à Glória de São Sebastião”
Compositores: Luiz Carlos Máximo, Toninho Nascimento, Waguinho, Edson Alves e J. Amaral
Intérpretes: Wantuir, Rogerinho, Richahs e Cremilson

O canto do cais do Valongo ôôôôôôô
Que veio de Angola, Benin e do Congo
Tem semba, capoeira e oração
O Rio sai da roda de jongo e vai desaguar
Na glória de São Sebastião

Oi, bota abaixo, sinhô
Oi, bota abaixo, sinhá
Lá vem o Rio de terno de linho
E chapéu panamá

A correnteza
De um Rio Branco é que traz
A arte do canto e a dança
De todos os sons musicais
O teatro da vida não sai de cartaz
A ilusão é uma atriz
Se exibindo na praça linda e feliz
Eu vou
Da Revolta da Chibata
Ao sonho que faz passeata
Seguindo a canção triunfal

Nesse Rio que vem e que vai
Traço o meu destino
E viro menino pra brincar de carnaval

Sou carioca, meu jeito é de quem
Vem com o sorriso do samba que a gente tem
Meu peito é um porto aberto
Pra te receber meu bem

Vou de mar a mar, mareia
Vou de mar a mar, mareia, mareou
Iluminai o tambor do meu terreiro
Ó santo padroeiro
O axé da Portela chegou!

Estação Primeira de Mangueira

Enredo: “A festança brasileira cai no samba da Mangueira”
Compositores: Lequinho, Junior Fionda, Igor Leal e Paulinho Carvalho
Intérprete: Luizito

Vem ouvir a voz do povo a cantar
Ao longe todo mundo me conhece
O meu samba é uma prece
Desço o morro pra mostrar
A festa Mangueira, começou
Conta a história que Cabral
Chegou de Portugal e o índio então dançou
De norte a sul a alegria se espalhava
Vila Rica se enfeitava, pro congado coroar
ÔÔÔ… lá em São Salvador
Vou lavar a escadaria na fé do nosso senhor
Faço um pedido a rainha Iemanjá
Ilumine a passarela pra minha escola passar

Pegue seu par, dance quadrilha
Simbora pro meu sertão
Vem pular fogueira viva São João!!!
Com sanfona e zabumba
Tem forró a noite inteira
No arraiá da Estação Primeira

Sou brasileiro, vou festejar
Meu palco é a rua e a luz o luar
No coração da floresta magia que encanta
“Garanto” que vai “caprichar”
Chegando a terra da garoa um arco-íris despertou
Orgulho, respeito, igualdade
Tremula a bandeira da diversidade
Um novo tempo nascerá, explode em cores pelo ar
É carnaval estou aqui de novo lá vem meu povo a desfilar
Na “super campeã” da maior festa da cultura popular

Oba, oba, eu quero ver quem vai
Cair na folia sambar com a Mangueira
É bom se segurar, levanta poeira
É verde e rosa a festança brasileira

União da Ilha do Governador

Enredo: “É brinquedo, é brincadeira; a Ilha vai levantar poeira”
Compositores: Gabriel Fraga, Paulo George, Régis, Carlinhos Fuzil, Canindé e Flávio Pires
Intérprete: Ito Melodia

Levanta a poeira,
Vem nessa brincadeira que eu quero ver
Nesse baú da memória,
São tantas histórias… É só escolher
Desperta, encanta sua alma de infância
Sem forma nem cor fabrica esperança
Na vitrine vejo o meu olhar no seu olhar
Perder ou ganhar, ganhar ou perder
Se conectar, jogar e aprender
Um super-herói pode ser você

Vem no reino da ilusão, me dê a sua mão
E pegue na estante, um livro fascinante
Personagens da imaginação (é tão bom, é tão bom)

Brinque com o que a vida lhe dá
O barro vira ouro no chão
Vem reciclar a saudade, de ioiô nas mãos de iaiá
Nas travessuras ao léu, por esse imenso país
Vai colorindo o céu em um bailado feliz
Meu carnaval é o quintal do amanhã
Tá na hora, vamos simbora
Amar é dar proteção ao maior tesouro da nação!

Hoje a ilha vem brincar.. Amor!
Vem sorrindo cirandar que eu vou
Dar meia volta, volta e meia no seu coração
Ser criança não é brinquedo não!

São Clemente


Enredo: “Favela”
Compositores: Ricardo Góes, Serginho Machado, Grey, Anderson, FM e Flavinho Segal
Intérprete: Igor Sorriso

Em busca da felicidade
Trago a esperança no olhar
Sou bisneto de imigrantes
À miscigenação eu vou brindar
Sem régua, sem esquadro
Arquiteto da ilusão
Com muita luta construí o nosso chão…
Pobre… Mas rico de emoção
Livre… Mas preso na paixão
Favela… Te emoldurei em aquarela
Linda nesta Passarela

A força da fé… Sou eu
Se o bem vence o mal… Valeu
O amanhã, vou conquistar
É preciso acreditar

Gangorra da vida
De que lado está?
A fome de amor faz meu sonho sonhar
Na minha lida desço o morro pra vencer
Quero justiça pra poder viver
Devemos dar as mãos e juntos caminhar
Minha favela coisa mais bela não há

É nas vielas que nasce o mais puro samba
Se tem batucada nos guetos tem bamba
É o coração quem manda…

Eu quero mais é ser feliz
A minha estrela vai brilhar
Oh! São Clemente, eternamente
Vou te amar…

Mocidade Independente de Padre Miguel

Enredo: “Pernambucópolis”
Compositores: Dudu Nobre, Diego Nicolau, Jefinho Rodrigues, Jorginho Medeiros, Gabriel Teixeira e Marquinho Índio
Intérpretes: Bruno Ribas e Dudu Nobre

Eita saudade danada
Vim das estrelas com meu Ziriguidum
“Parece que estou sonhando”
Meus olhos reencontrando
Minha gente, meu lugar
E Vitalino ao som do baião
Tem batucada no meu São João
“Vixe Maria”, me dê proteção
Rodei ciranda com os pés na areia
Toquei viola sob a lua cheia

Chegue, venha cá forrozear
Zabumbei meu coração
Puxa o fole, sanfoneiro
“Arretado” é meu sertão

Ah, meu Pernambuco …
Sou mameluco, Leão do Norte sou
Um peregrino personagem de cordel
Levo comigo meu “Padim Padre Miguel”
Eu danço frevo até o dia clarear
No colorido do folclore vem brincar
Abre a sombrinha que o “Galo” madrugou
Também tem festa em Olinda, meu amor!
Vejam quanta alegria eu levar vou
Viver um sonho no espaço sideral
Da pioneira, ergo a bandeira
“Pernambucópolis”, meu carnaval!

Louco de paixão, sempre vou te amar
Luz da emoção no meu cantar
Independente na identidade
Com muito orgulho, “eu sou Mocidade”

Império da Tijuca

Enredo: “Batuk”
Compositores: Márcio André, Vaguinho, Rono Maia, Alexandre Alegria, Karine Santos e Tatá
Intérprete: Pixulé

Vai tremer o chão vai tremer
É nó na madeira, segura que eu quero ver
Coisa de pele batuk ancestral
Lá vem a Sinfonia Imperial

Bateu mais forte o coração
Tocou, senti a vibração
Da África, ressoou
A batucada que se espalha nesse chão
Lua clareia na aldeia, celebração
É dom de comunicação
Em cada cultura entoa rituais
Cura em devoção, magia dos sinais
É festa é kizomba, no toque pra Zumbi
Firma o ponto na gira não deixa cair

Na ginga do corpo
Na batida do pé, axé, axé!
Eleva a alma, o canto e a dança
Unindo as raças na fé e na esperança

Ecoou
O som divino do folclore popular
Batam palmas o cortejo vai passar
É o “fervo” que desce a ladeira
O batuque levanta poeira… capoeira
Dita moda, faz inclusão
Recria uma nação… guerreira
Batuqueiro, arrasta multidões
Nos blocos e cordões
Do Jongo aos salões
Conquistou a nobreza, fez sua realeza
O primeiro Império da corte do samba
Meu Império celeiro de bambas

Após dois anos, Luizinho Andanças deixa a Mocidade; Bruno Ribas volta para Padre Miguel

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Um dia antes da Mocidade Independente gravar sua faixa no CD oficial da Liesa para o Carnaval de 2014, o mundo do samba foi pego de surpresa com a notícia de que Luizinho Andanças, voz de Padre Miguel nos últimos dois Carnavais, foi dispensado da escola. A notícia foi dada através do Facebook da agremiação.

A nota não diz o motivo da demissão. Agora a noite, a escola anunciou Bruno Ribas como o seu substituto. Ontem, Ribas foi dispensado da Vai-Vai, escola de São Paulo.

Luizinho Andanças tem 50 anos e começou como intérprete oficial em 2002, pela Santa Cruz. Também tem passagens por Porto da Pedra, além de cantar pelas agremiações Águia Imperial em Brasília, e Consulado, em Florianópolis.

Já Bruno Ribas, tem 38 anos e passagens por Inocentes da Baixada (hoje Inocentes de Belford Roxo), Portela, Grande Rio e Unidos da Tijuca. Foi intérprete oficial da Mocidade nos anos de 2007 e 2008.

“Independente na Identidade”, parceria de Dudu Nobre vence na Mocidade

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A Mocidade Independente de Padre Miguel foi a última das 29 escolas que vão desfilar na Marquês de Sapucaí a definir o seu samba-enredo para o Carnaval 2014, em uma maratona que começou no dia 16 de agosto, quando a Paraíso do Tuiuti apresentou o seu  samba-enredo, a reedição de Kizomba. No Especial, a série começou em 27 de setembro, com o Império da Tijuca.

Império da Tijuca, que, aliás, foi a primeira escola a divulgar seus sambas concorrentes, ainda no dia 15 de junho. De lá para cá, foram mais de quatro meses de eliminatórias, eliminações, finais e muita festa dos vencedores.

Voltando à Padre Miguel, onde mais este ciclo se encerrou, a noite não prometia grandes surpresas. O samba de Dudu Nobre possuía um enorme favoritismo perante os demais e só uma enorme zebra tiraria sua vitória.

O primeiro samba, da parceria de Ricardo Mendonça, não se apresentou bem. Por serem a segunda parceria, os favoritos acabaram ficando desfalcados de Wander Pires, que tinha acabado de sair da quadra da Imperatriz. Então, quem assumiu o microfone foi o próprio Dudu Nobre.

Todos os segmentos da escola interagiram com o samba, em especial a porta-bandeira, Lucinha Nobre, irmã de Dudu. A bateria também teve uma participação muito boa, acrescentando muito à obra. Com mais uma apresentação arrebatadora, estava ainda mais definido o vencedor.

Em seguida, a parceria de Jaci Campo Grande fez uma apresentação muito boa, fechando com bastante dignidade a temporada de eliminatórias.

Minutos depois, o locutor da escola pegou o microfone, fez questão de ressaltar a idoneidade da disputa e afirmou que o samba foi escolhido por unanimidade. Em seguida, acabou com qualquer dúvida ainda restante e anunciou a obra vencedora formada, além de Dudu Nobre, por verdadeiros “independentes na identidade”, como diz a letra do samba. Nomes consagrados na escola como Diego Nicolau e Jorginho Medeiros se juntaram ao famoso sambista e fizeram uma obra que tem tudo para ser uma das melhores do Carnaval 2014.

Ouça o samba na versão concorrente.

Enredo: “Pernambucópolis”
Compositores: Dudu Nobre, Jefinho Rodrigues, Marquinho Índio, Jorginho Medeiros, Gabriel Teixeira e Diego Nicolau
Intérpretes: Wander Pires, Lenine e Nizo da Sanfona

EITA SAUDADE DANADA
VIM DAS ESTRELAS COM MEU ZIRIGUIDUM
“PARECE QUE ESTOU SONHANDO”
MEUS OLHOS REENCONTRANDO
MINHA GENTE, MEU LUGAR
E VITALINO AO SOM DO BAIÃO
TEM BATUCADA NO MEU SÃO JOÃO
“VIXE MARIA”, ME DE PROTEÇÃO
RODEI CIRANDA COM OS PES NA AREIA
TOQUEI VIOLA SOB A LUA CHEIA

CHEGUE, VENHA CÁ FORROZEAR
ZABUMBEI MEU CORAÇÃO
PUXA O FOLE, SANFONEIRO
“ARRETADO” E MEU SERTÃO

AH, MEU PERNAMBUCO …
SOU MAMELUCO, LEÃO DO NORTE SOU
UM PEREGRINO PERSONAGEM DE CORDEL
LEVO COMIGO MEU “PADIM PADRE MIGUEL”
EU DANCO FREVO ATÉ O DIA CLAREAR
NO COLORIDO DO FOLCLORE POPULAR
ABRE A SOMBRINHA QUE O “GALO” MADRUGOU
TAMBEM TEM FESTA EM OLINDA, MEU AMOR!
VEJAM QUANTA ALEGRIA LEVAR VOU
VIVER UM SONHO NO ESPAÇO SIDERAL
DA PIONEIRA, ERGO A BANDEIRA
“PERNAMBUCÓPOLIS”, MEU CARNAVAL!

LOUCO DE PAIXÃO, SEMPRE VOU TE AMAR
LUZ DA EMOÇÃO NO MEU CANTAR
INDEPENDENTE NA IDENTIDADE
COM MUITO ORGULHO, “EU SOU MOCIDADE”

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Com favorito absoluto, Mocidade define samba neste domingo

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Chega ao fim hoje a maratona de finais de samba-enredo do Grupo Especial do Rio de Janeiro, com duas escolas: Mocidade e Imperatriz definem nesta noite os seus hinos para 2014.

Em Padre Miguel, o favoritismo é absoluto para a parceria de Dudu Nobre. Com um grande samba e nomes famosos como o próprio Dudu, Diego Nicolau e Marquinho Índio, só a grande zebra das disputas de samba em 2014 tira a vitória da parceria.

O favoritismo aumentou à medida que a parceria de Moleque Silveira, que é um dos outros nomes fortes da escola nos últimos anos, não está entre os três finalistas.

Completam a grande final as parcerias de Jaci Campo Grande e de Ricardo Mendonça.

A Mocidade será a primeira escola a desfilar na segunda-feira, com o enredo “Pernambucópolis”.

Ouça os finalistas.

Parceria de Dudu Nobre

Enredo: “Pernambucópolis”
Compositores: Dudu Nobre, Jefinho Rodrigues, Marquinho Índio, Jorginho Medeiros, Gabriel Teixeira e Diego Nicolau
Intérpretes: Wander Pires, Lenine e Nizo da Sanfona

EITA SAUDADE DANADA
VIM DAS ESTRELAS COM MEU ZIRIGUIDUM
“PARECE QUE ESTOU SONHANDO”
MEUS OLHOS REENCONTRANDO
MINHA GENTE, MEU LUGAR
E VITALINO AO SOM DO BAIÃO
TEM BATUCADA NO MEU SÃO JOÃO
“VIXE MARIA”, ME DE PROTEÇÃO
RODEI CIRANDA COM OS PES NA AREIA
TOQUEI VIOLA SOB A LUA CHEIA

CHEGUE, VENHA CÁ FORROZEAR
ZABUMBEI MEU CORAÇÃO
PUXA O FOLE, SANFONEIRO
“ARRETADO” E MEU SERTÃO

AH, MEU PERNAMBUCO …
SOU MAMELUCO, LEÃO DO NORTE SOU
UM PEREGRINO PERSONAGEM DE CORDEL
LEVO COMIGO MEU “PADIM PADRE MIGUEL”
EU DANCO FREVO ATÉ O DIA CLAREAR
NO COLORIDO DO FOLCLORE POPULAR
ABRE A SOMBRINHA QUE O “GALO” MADRUGOU
TAMBEM TEM FESTA EM OLINDA, MEU AMOR!
VEJAM QUANTA ALEGRIA LEVAR VOU
VIVER UM SONHO NO ESPAÇO SIDERAL
DA PIONEIRA, ERGO A BANDEIRA
“PERNAMBUCÓPOLIS”, MEU CARNAVAL!

LOUCO DE PAIXÃO, SEMPRE VOU TE AMAR
LUZ DA EMOÇÃO NO MEU CANTAR
INDEPENDENTE NA IDENTIDADE
COM MUITO ORGULHO, “EU SOU MOCIDADE”

Parceria de Jaci Campo Grande

Enredo: “Pernambucópolis”
Compositores: Jaci Campo Grande, Laio Lopes, Renilson, Gilmar, Fabinho Rodrigues e Didi
Intérprete: Evandro Mallandro

REINVENTEI O ZIRIGUIDUM NUM LINDO SONHO A CONCEDER
AO MAIS SINGELO VIVER A EMOÇÃO DE DESFILAR E VENCER
BELA CIRANDEIRA OUVINDO O TAMBOR
DANÇAVA NA AREIA PENSANDO NO AMOR
“UM BAQUE” ORQUESTRA TEU CORAÇÃO
O CORPO FERVILHA VOLTOU À PAIXÃO
VEM VER A SOMBRINHA BAILANDO
E O SOL NASCER… O GALO VEM FESTEJAR
MAS QUEM SERÁ? O PERSONAGEM QUE VAI ENCANTAR

NO AR A MÚSICA EMBALA O MEU LEÃO
LUAR CONDUZ A LUZ DESSA ESTRELA
VEIO LÁ DO “AUTO” PINTAR O CORDÃO
AMANTE DO AGRESTE XODÓ DO SERTÃO

EU VOU..NAVEGAR NAS ÁGUAS QUE BANHAM OS MEUS DEVANEIOS
PELA FÉ EM SÃO JOÃO ANSEIO DESAGUAR A PROTEÇÃO
INSPIRAÇÃO..MOLDA O BARRO MESTRE VITALINO
VAI A ARTE TECER MEU DESTINO
BORDAR A MINHA CANÇÃO
A NAVE DECOLA AO SOM DO SAMBA
SAUDADE QUE ROLA “BAY BAY” NOSSO BAMBA
LEVA O FOLCLORE A IMENSIDÃO..PERNAMBUCÓPOLIS!
FAZ O UNIVERSO VIBRAR COM SEU DOM

PLANTEI A MINHA RAIZ
A HISTÓRIA EM CORDEL VOU REGAR
NOSSA CULTURA VAI BROTAR
EU SOU MOCIDADE SANGUE MAMELUCO
O MEU ORGULHO É PERNAMBUCO

Parceria de Ricardo Mendonça

Enredo: “Pernambucópolis”
Compositores: Ricardo Mendonça, Bira Fernandes, Anderson Viana e Lúcio Naval
Intérpretes: Wantuir e Davi do Pandeiro

RASGUEI O CÉU
COM A ESTRELA DE PADRE MIGUEL!
VIM DE CARONA DO ESPAÇO SIDERAL
PRA FAZER UM “CARNAVAL”!
PARECE QUE ESTOU SONHANDO
É TANTA FELICIDADE
VISITANDO A MINHA TERRA
REVIVER MINHA MOCIDADE!
SOU MAMELUCO, DE CASA FORTE… EU SOU
PERNAMBUCANO, CABRA DA PESTE… “SIM SINHÔ”!

NO RUFAR DO TAMBOR VOU ME ACABAR!
COCO, FREVO, BAIÃO, FORRÓ, XAXADO PRA DANÇAR!
RODAR A CIRANDA NA CASA DE LIA
TÔ ARRETADO VOU CAIR NA FOLIA!

QUERO VER O SOL CLAREAR!
QUERO OUVIR O “GALO” CANTAR!
E SER AS MÃOS DO MESTRE VITALINO!
NA ARTE, PINTAR E BORDAR!
EU VOU NAS ÁGUAS DA IMAGINAÇÃO!
“VIXE MARIA” VOU ME PROTEGER!
MEU CANTO É MINHA FÉ, E VIVA! SÃO JOÃO!
LEÃO DO NORTE DE CORAÇÃO!
“INTÉ”! MEU POVO… DEIXO SAUDADES MIL!
BEIJIM, BEIJIM, BYE, BYE, BRASIL!

VAI TER FESTA ESPACIAL
DO MEU MARACATU AO BOI-BUMBÁ!
O UNIVERSO NO TOQUE DO AFOXÉ
O MEU ZIRIGUIDUM ARRASTA-PÉ!

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